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Percurso Cultural da Aldeia da Carrapateira

Aldeia de pescadores, a Carrapateira inclui um conjunto de áreas naturais muito sensíveis do ponto de vista ambiental e paisagístico, constituindo, um forte atractivo turístico no contexto regional.

  1. Âmbito: cultural
  2. Tipo: pedestre
  3. Ponto de partida e de chegada: Largo do Mercado  - Carrapateira
  4. Distância: 1,2 km
  5. Duração: 1h
  6. Grau de dificuldade: fácil 

 

carrapateira

 

Apresenta um elevado interesse conservacionista, na medida em que representa, em termos ecológicos, um tipo de ecossistema de transição típico, de influência mediterrânica e atlântica que mantém ainda, na generalidade, as suas características naturais e paisagísticas. Algumas espécies de aves encontram-se no topo da lista das prioridades de conservação, como é o caso da águia de Bonelli e da águia pesqueira.

 

aguia pesqueira

O aglomerado urbano da Carrapateira, enquanto conjunto edificado, constitui uma estrutura urbana de grande valor. O núcleo urbano original da aldeia encontra-se implantado num conjunto de cerros, limitados a Norte pela Ribeira da Carrapateira e a Poente pela Estrada Nacional 268 (antiga Estrada Romana).

Aldeia cosmopolita reúne anualmente inúmeros visitantes e turistas, sobretudo surfistas, de diversas nacionalidades, que procuram as praias locais para a prática de surf e bodyboard. A Praia do Amado, a 3 Km da aldeia, é a mais conhecida, sendo palco de campeonatos e provas nacionais e internacionais destas modalidades.

 

Ponto de Partida: Largo do Mercado

carrapateira01

 

Inicie o percurso no Largo do Mercado da Carrapateira (Largo do Comércio). Este é o largo principal da aldeia onde se reúnem gentes locais, turistas, visitantes, muitos deles surfistas oriundos dos quatro cantos do mundo.

De costas para o anfiteatro siga pela rua à sua esquerda. Suba-a e prossiga até chegar a um pequeno largo – Largo das Festas, contorne o largo pela esquerda e continue até à Fortaleza da Carrapateira, virando à direita na Travessa 16 de Novembro.

 

Fortaleza da Carrapateira

fort

 

A Fortaleza foi construída para defesa da costa contra os corsários oriundos do Norte de África. O forte que envolve a Igreja da Carrapateira constitui um interessante exemplo de arquitectura militar do século XVII. A sua reconstrução após o terramoto de 1755, época em que deixou de funcionar enquanto fortaleza, alterou o seu aspecto que originalmente era marcado pelos baluartes existentes em cada um dos seus cantos.

 

Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

igreja da-Carrapateira

 

Igreja do Período Manuelino edificada no século XVI. As suas formas e texturas, as suas proporções e elementos construtivos revelam características arquitectónicas de feição popular, no entanto, o seu interior revela um discurso mais erudito manifestado nas tábuas Maneiristas e na pia baptismal com capitel Manuelino.

 

igreja da-Carrapateira01

Daqui aprecie a magnífica vista sobre as dunas e a Praia da Bordeira, assim como a várzea verdejante que circunda as margens da Ribeira da Bordeira.

Desça agora a pequena escadaria que deu acesso à igreja e vire na primeira à esquerda. Encontrará de imediato umas escadas que o conduzirão até uma ruela, onde poderá visualizar, ao longo da mesma, as dunas consolidadas no Pontal da Carrapateira.

Sob algumas das dunas estabilizadas surgem campos de fósseis vegetais, do tipo de concrecção, com elevado interesse científico (RAMALHO, 1995). É possível observar uma significativa diversidade geológica nesta faixa costeira, devido ao forte enrugamento, actividade tectónica e erosão.

Suba pela Rua do Pescador até encontrar o Museu do Mar e da Terra.

 

Museu do Mar e da Terra da Carrapateira

museu

 

O principal objectivo deste museu é demonstrar as várias actividades tradicionais ligadas à pesca e à agricultura na região, através da exposição de vários objectos e utensílios típicos, e de apresentações audiovisuais.

Museu, da nova geração dos museus locais de vocação regional, apresenta a problemática da inserção das actividades tradicionais no devir das comunidades locais, gentes de terra e de mar. Pretende assim transmitir a vida do mar e de quem dele depende, assim como as actividades relacionadas com a terra, através de audiovisuais e da representação de objectos e utensílios utilizados nessas actividades.

Uma tarde bem passada a conhecer os últimos tradicionalismos da região antes da sua extinção anunciada.

Horário: de Terça-feira a Sábado
* De 01 de Junho a 30 de Setembro - das 11H às 18H
* De 01 de Outubro a 31 de Maio - das 10H às 17H

 

Depósito da Água

fontenario

 

Depois de uma visita ao Museu, deverá seguir o caminho à sua direita, até chegar a uma estrada de terra batida. Siga essa mesma estrada e vire na primeira à direita, subindo uma pequena estrada que o levará até ao Depósito da Água. A partir deste ponto poderá ter uma visão geral do contexto físico em que se insere a Carrapateira, transmitida pelos elementos que pontuam o perfil do aglomerado.

O declive condiciona fortemente a estrutura de ocupação do aglomerado, o qual se desenvolve segundo as curvas de nível, o que resultou na definição de um traçado urbano irregular. O crescimento do aglomerado tem-se processado a partir das cotas mais baixas, onde dominam as construções tradicionais, para as cotas mais altas, ocupadas por edifícios de construção corrente.

Os telhados de uma só água que originalmente cobriam uniformemente toda a encosta, acompanhando o acentuado declive dos cerros constituem um dos aspectos mais característicos da imagem da aldeia, assim como os processos construtivos utilizados: alvenaria de xisto, alvenaria de xisto no embasamento da construção, como forma de regularização do afloramento rochoso e taipa cujas camadas assentam em fiadas de pedra de xisto na zona superior das paredes.

Em jeito de curiosidade, ao largo do Pontal da Carrapateira encontra-se naufragado junto à praia da Bordeira, o navio La Condessa.

 

navio

 

Ao descer a encosta irá encontrar a Rua Alegre, no entanto, deverá avançar até ingressar na Rua da Boavista. No fim desta, opte pela rua à sua esquerda – Rua dos Quintais. Se seguir em frente irá ter ao centro urbano. É um centro recente, que se encontrava ainda por construir nos anos 70.

Em virtude da expansão da aldeia para Poente, a Estrada Nacional assume, hoje, um papel dominante na estrutura do aglomerado, fazendo parte integrante deste.

 

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