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Percurso Cultural da Vila de Aljezur

Este percurso desenvolve-se pela zona histórica de Aljezur, passando também por uma zona de grande beleza paisagística que contorna todo o seu perímetro urbano.

  1. Âmbito: cultural
  2. Tipo: pedestre
  3. Ponto de partida e de chegada: Posto de Turismo de Aljezur
  4. Distância: 3,6 km
  5. Duração: 3 h
  6. Grau de dificuldade: fácil
  7. Época aconselhada: todo o ano, no entanto, em época de chuvas, a secção do percurso em terra batida, que contorna o perímetro urbano, pode encontrar-se em mau estado, dificultando a sua utilização
  8. Apoios: Aljezur (alojamento, restaurantes, cafés, supermercados, Mercado Municipal, telefones, centro de saúde, farmácia, bancos e caixas Multibanco)  

A vila de Aljezur, sede do concelho, também conhecida por vila presépio devido à toponímia do local, é atravessada pela Ribeira de Aljezur e por uma enorme várzea, bastante fértil, cujos campos formam uma manta de retalhos de várias culturas agrícolas de grande qualidade, como cereais, frutas e legumes, merecendo a batata-doce de Aljezur lugar de destaque.

A vila ganhou notoriedade nos tempos da ocupação islâmica no Algarve, cujas influências são bem evidentes por todo o concelho. Dividida pelas encostas de três cerros, apresenta um castelo alcantilado, um casario branco de traçado medieval, ruas e ruelas sinuosas, gentes simpáticas e hospitaleiras e uma rica e apreciada gastronomia.

 

Ponto de Partida e Ponto de Chegada: Posto de Turismo de Aljezur

 

postodeturismo

 

Junto ao Posto de Turismo e junto ao Mercado Municipal, que se encontra nas imediações, encontra lugar para estacionar o seu carro. Depois, estando de frente para o Posto de Turismo de Aljezur, siga pela esquerda, junto à margem da ribeira de Aljezur, até à pequena ponte de passagem de peões.

Junto a esta ponte aprecie um painel em azulejos pintados à mão, onde se pode observar uma vista geral da zona histórica da vila de Aljezur, com as indicações dos locais de interesse histórico-cultural a visitar. Atravesse a referida ponte, vire na primeira rua à direita e siga pela mesma que o levará até ao Largo 5 de Outubro.

 

Largo 5 de Outubro.

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Do miradouro à sua direita desfruta de uma bonita panorâmica da zona da Igreja Nova, núcleo urbano mais recente, que se desenvolve em torno do principal templo religioso da vila de Aljezur, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Alva. À sua esquerda encontra o edifício do Museu Municipal (século XIX). Aproveite para visitá-lo. Antigo edifício dos Paços do Concelho, passou a desempenhar a função de museu após transferência dos serviços camarários para a outra margem da ribeira de Aljezur. É composto por uma galeria de arte para exposições temporárias e por dois núcleos museológicos: um dedicado à arqueologia, com importantes vestígios arqueológicos encontrados no concelho atribuídos a diferentes períodos históricos (desde o período mirense, do final da Idade Glaciária – 7000 anos a.C., passando pelo período Neolítico final/Calcolítico, pelo longo período de ocupação islâmica, pós Reconquista Cristã, até ao séc. XVIII) e o outro dedicado à etnografia, apresentando diversos e interessantes instrumentos utilizados nas lides diárias da população rural, assim como a representação de um quarto e de uma cozinha tradicionais.

Seguindo o percurso e voltando à esquerda encontra uma rua muito íngreme com a Igreja da Misericórdia no seu topo.

 

Igreja da Misericórdia

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Igreja da Misericórdia. Edificada no século XVI e reconstruída no século XVIII, possui um portal renascentista e uma torre sineira do mesmo século. O interior de uma só nave é de grande simplicidade. Anexo a esta igreja, o Museu de Arte Sacra, dedicado ao ilustre aljezurense Monsenhor Cónego Manuel Francisco Pardal, apresenta um valioso espólio com diversas alfaias religiosas de várias épocas, pertença da Misericórdia local e da Paróquia de Nossa Senhora da Alva.

Após ter visitado a Igreja da Misericórdia, desça um pouco a rua íngreme que subiu anteriormente e vire na primeira à direita. Percorra-a até encontrar à sua esquerda a Rua de Santo António, pequena ruela onde se localiza o Museu Antoniano.

 

Museu Antoniano.

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Outrora Capela de Santo António, construção do século XVII, este edifício, recentemente restaurado, alberga um vasto espólio temático dedicado a Santo António, destacando-se imagens do santo de épocas diferentes, quadros, gravuras antigas, livros, moedas e medalhas relativas ao tema. Depois desta visita, prossiga pela rua anterior (Rua do Castelo), onde encontra, cerca de 20 metros mais adiante, à direita, uma discreta placa na parede com a indicação “Casa-Museu Pintor José Cercas”. Merece uma visita.

 

Casa-Museu Pintor José Cercas.

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Por testamento lavrado em 1990, o Pintor José Cercas (1914-1992), natural desta vila, legou à Câmara Municipal a sua casa e todo o seu espólio, com a condição de a autarquia criar uma Casa-Museu com o seu nome. Do acervo desta Casa-Museu constam peças de louças nacionais e estrangeiras, faianças, esculturas, arte sacra, valioso mobiliário de várias épocas, quadros e desenhos da sua autoria e outras pinturas de artistas nacionais. Continuando o percurso, vire na segunda ruela à direita, suba-a e vire na próxima à esquerda. Continue por essa rua principal que o levará até ao Castelo de Aljezur.

 

Castelo de Aljezur.

castelo

 

Monumento Nacional, o castelo de Aljezur, fundado no século X pelos árabes, durante o período da ocupação muçulmana do Algarve, foi tomado pelos cristãos, comandados por D. Paio Peres Correia, em 1249. Consta que foi o último castelo a ser conquistado no Algarve, durante o reinado de D. Afonso III. Embora já bastante degradado, ainda mantém a sua cerca de muralhas (século XIV) e duas torres.
Agora faça uma pausa e desfrute de uma magnífica panorâmica a Nascente sobre a vila e várzea de Aljezur, e sobre a sucessão de colinas que representam os contrafortes da serra de Monchique. A Poente, aprecie o Vale D. Sancho, onde outrora existiram magníficos arrozais, e ao fundo o mar a espreitar na Praia da Amoreira.

Continuando o percurso, saia do Castelo, contorne-o tomando a estrada alcatroada que passa a Poente do mesmo e desça cerca de 200 m.  Encontrará uma bifurcação. Vire à direita descendo esse caminho em terra batida até ao sopé do cerro do castelo. Quando chegar ao fim, vire novamente à direita e cerca de alguns metros mais adiante, encontrará também à direita a Fonte das Mentiras.

 

Fonte das Mentiras.

fonte das mentiras

 

Considerada um lugar de conjuntura arqueológica e histórica e tema de variadas lendas, há quem defenda que a Fonte das Mentiras comunica com o castelo através de uma passagem subterrânea, e que ali se escondera uma bela moura, amada por um cristão, aquando da conquista da vila. Siga o percurso pelo mesmo caminho, com a Ribeira de Aljezur por perto, observando a sua galeria ripícola.

Irá agora deparar-se com uma bifurcação, na qual deverá seguir o caminho da direita, que o levará à parte de trás da Igreja da Misericórdia. Entre novamente na vila e vire na primeira rua à sua esquerda (Rua do Forte). No final desta rua, siga pela Rua da Boavista, que se situa do lado esquerdo, e no final da mesma siga o caminho da direita. Aí aprecie o bonito Miradouro Serro do Forte com vista sobre a vila de um lado e sobre o Vale D. Sancho do outro lado. Inicie a descida até à Rua do Norte, na primeira bifurcação volte à esquerda. Continue a descida até à Rua César Viriato França. Agora volte à esquerda e siga em frente. Irá cruzar a Ribeira de Aljezur, por uma ponte de pedra. Na ponte, à direita, é possível observar-se a confluência de duas ribeiras, a de Aljezur e a das Cercas, que seguem em direcção ao mar, desaguando na Praia da Amoreira.

Passando a ponte encontra, também à direita, um Parque de Merendas. Tirando partido do mesmo, aproveite para descansar um pouco. Repare no painel dedicado à Mondadeira, alusivo à actividade que se exercia nas décadas de 30 a 50 do século XX, nos arrozais localizados no Vale D. Sancho.

Retome a caminhada voltando no primeiro caminho à direita, logo após o Parque de Merendas. Acompanhando a Ribeira de Aljezur, aprecie a vista proporcionada pelo casario que se estende pela encosta do cerro denominado de Cabeças, topónimo alusivo à lenda da conquista do Castelo de Aljezur.

Chegará agora ao Largo do Mercado e ao Posto de Turismo, finalizando aqui este percurso.

 

 

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