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NEM UM FURO EM ALJEZUR !!!

Muito se tem comentado sobre os surpreendentes, iníquos contractos para exploração de petróleo e gás em Portugal, nomeadamente no Algarve, realizados mais ou menos sigilosamente, menosprezando os impactos que sempre acarretam e os  riscos de catástrofes ambientais que podem vitimar o país, nomeadamente o ambiente, a fauna e a flora e a população humana.

Não faz sentido tanto mais quando, científica, internacionalmente, se debatem e se tomam decisões, também assumidas pelo governo português, no sentido de contrariar a progressão de alterações climáticas catastróficas provocadas pelo efeito de estufa do gás natural libertado inevitavelmente na exploração e pelos produtos da combustão dos combustíveis fósseis e se opta pelo apoio e desenvolvimento à exploração de energias verdes, sustentáveis.

 

Portugal é um país sem experiência na exploração de hidrocarbonetos.

 

Actualmente, através de actividade turística baseada e fomentada na excelência de clima, paisagem, qualidade do ambiente, mar, praias, natureza, etc. a economia aufere proventos incomparavelmente superiores aos míseros, distantes, incertos pagamentos que receberia das petrolíferas no caso da exploração.

Enquanto formos necessitando de combustíveis fósseis e as alternativas não os substituírem, teremos de os adquirir de onde já são explorados e comerciados, sem termos de danificar aquilo que é o mais forte atractivo para o nosso turismo: a excelência do ambiente, com a qual a exploração de hidrocarbonetos é incompatível.

Lembremos, que são muitos os impactos negativos sempre existentes e os riscos de catástrofes ambientais já na fase de prospecção, o que tem ilustrado mais ou menos tragicamente a história da exploração dos hidrocarbonetos.

 

Resumidamente, depreende-se que o único “beneficiário” (?) do negócio dessa possível exploração deverá ser o lobby dos combustíveis fósseis e seus colaboradores e apoiantes.

 

Portugal deverá ficar prejudicado ambiental, turística, económica, socialmente e no seu prestígio de país dotado de uma natureza e ambiente de grande qualidade e respeitador da natureza e de habitats. Ficariam os seus cidadãos dolorosamente feridos no orgulho, que tais qualidades do país lhes alimentam e prejudicados objectivamente nas suas vidas.

 

Algumas vitórias foram conseguidas devido a manifestações de alarme e de protesto da sociedade civil e de empresas e de autarcas do país, nomeadamente do Algarve.

 

Isso serve de confirmação e de reforço para a nossa luta contra os contractos, contra a prospecção, contra a legislação actual sobre os combustíveis. Pensar a cidadania já não é fácil, quando a nossa preparação é escassa, quando são tantas as distracções impostas, quando é tão difícil a luta pela subsistência, quando temos tão poucas figuras à nossa volta e na política, que nos sirvam de exemplo.

Mas se, apesar de todas as dificuldades, não formos conseguindo exercer alguma cidadania, a democracia afunda-se, o clima social definha e torna-se numa selva onde os perigos espreitam a cada passo.

Vamos exercer a cidadania no dia 29 em Aljezur e lembrar à política, que ela deve servir os cidadãos e o país e não o leiloar e vender ao desbarato???

 


Autor: Vasco Reis – Grupo Preservar Aljezur

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