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Galp/ENI: Parecer da Câmara de Santiago do Cacém sobre exploração de petróleo

Câmara de Santiago do Cacém enviou parecer para a DGEG sobre exploração de petróleo.

A Câmara de Santiago do Cacém já enviou o seu parecer para a Direção Geral de Energia e Geologia relativamente à exploração de hidrocarbonetos na área de concessão ‘Lavagante’ no deep offshore da Bacia do Alentejo.

Na última reunião de câmara, o executivo municipal ratificou um documento apresentado pelo presidente da Câmara Municipal que defende a revogação dos contratos para “permitir uma discussão ampla sobre o assunto”.

 

No seu parecer, Álvaro Beijinha reconhece a necessidade de serem avaliados os recursos existentes mas não sem antes serem discutidas as questões ambientais.

“Se o país tem recursos, entendemos que devem ser avaliados mas defendemos que previamente tem de haver uma discussão muito aprofundada sobre essa matéria, envolver as autarquias e as populações e tendo sempre em conta a salvaguarda dos interesses ambientais”, sublinha.

 

O autarca diz que o turismo de natureza é um setor estratégico para a região e por isso quer avaliar de que forma se compatibilizam exploração de petróleo e a atual realidade.

 

“Estamos numa costa que é das mais preservadas da Europa e por isso temos de avaliar previamente como é que se compatibiliza a questão da exploração de petróleo com esta realidade tendo em conta o turismo de natureza”, acrescentou.

 

Por isso, no parecer que não tem carácter vinculo, a Câmara de Santiago do Cacém pede “a revogação dos contratos atuais” para permitir uma discussão prévia com as populações e autarquias da região. “Entendemos ainda que, se porventura houver recursos que devem estar ao serviço do país e ao seu crescimento e, em particular, desta região onde estão inseridos e não vemos isso nesta concessão”, concluiu o autarca.

O parecer foi votado por maioria com as abstenções dos vereadores da oposição. Na reunião de Câmara, o vereador do Partido Socialista, Francisco Sousa lamentou a consulta tardia às autarquias por parte da Direção Geral de Energia e Geologia sobre um processo que, caso venha a ser cancelado, poderá resultar numa indemnização avultada para o consórcio Eni/Galp.

Recorde-se que a Câmara de Odemira foi a única autarquia no Alentejo que se manifestou totalmente contra a exploração de petróleo na bacia do Alentejo.

 

Fonte: Mirobriga (Helga Nobre)
Foto: João Camargo

 

 

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