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Universidade do Al-GALP-e

Diogo Duarte convida-vos à leitura do seu recente artigo de opinião, publicado no jornal Barlavento em papel no dia 23 Outubro. Neste artigo, cujo título é propositadamente provativo, aborda o sentido, conteúdo e alcance do protocolo estabelecido entre a GALP e a Universidade do Algarve. Apresentando o caso de Clair Patterson como exemplo, sublinho os principais perigos que decorrem deste protocolo em termos da credibilidade da investigação cientifico-académica levada a cabo pela Universidade.

 

Universidade do Al-GALP-e

 

Se faz sentido que as tabaqueiras financiem a investigação científica sobre os malefícios do tabaco, e que o McDonald’s suporte os estudos sobre a obesidade infantil, então, teremos que admitir que faz igualmente sentido que a GALP e o Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve (UAlg) hajam celebrado um protocolo de cooperação com objetivo de aprofundar o “conhecimento e a inovação no âmbito da sustentabilidade”.

Se bem que a celebração de protocolos entre as empresas e as Universidades não é nada de novo, e em muitos casos é até desejável, não podemos deixar de atender ao contexto em que este protocolo é celebrado e aos perigos que o mesmo encerra.

 

Com a oposição de toda a região em relação à prospeção de petróleo, e com o final do prazo para a concessão já à vista, a ação de charme da GALP junto da UAlg não mascara a tentativa de demover a opinião dos algarvios, utilizando a academia como um Cavalo de Troia.

Ainda que a promiscuidade da GALP com o sector público não seja novidade, dificilmente se conseguem compreender as razões que levam a UAlg a aceitar este protocolo.

 

Tendo a GALP como principal financiador dos projetos de investigação científica ligados às energias e ao ambiente, pergunto-me, se a UAlg acreditará genuinamente que poderá atuar de forma imparcial e isenta como é exigido de uma investigação científica digna desse nome. Mais, será que a UAlg acredita que não será pressionada a apresentar resultados que convenham à petrolífera, arriscando-se a perder esse financiamento?

 

A História mostra-nos que as petrolíferas são adversas à verdade científica. Um dos exemplos é dado pelo caso de Clair Patterson, geoquímico, que depois de ter estabelecido uma correlação direta entre a poluição atmosférica e a atividade das petrolíferas, foi perseguido pelas mesmas, que além de o tentarem descredibilizar, cortaram todo o financiamento que os seus estudos haviam recebido.

Assim, e se hoje as alterações climáticas são evidentes, sendo energias fósseis uma das suas principais causas, pergunto-me (retoricamente), se os constrangimentos financeiros da Universidade justificarão que esta comprometa a sua integridade intelectual e académica, num claro ato de subserviência à petrolífera.

 

Click here: A Galp/Eni desistiram mesmo do furo no Algarve?

 

Fonte: jornal Barlavento em papel no dia 23 Outubro

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