English Dutch French German Portuguese Spanish
Menu

Proibido em países da Europa, Portugal quer usar fraturamento hidráulico para explorar gás de xisto

Proibido em varios países da Europa, o polêmico método é condenado por oferecer riscos ao meio ambiente. A ENMC garante monitorar o tema, mas as ONGs alertam para o perigo de contaminação da água e do solo.

Uma polêmica técnica de extração de gás natural, proibida em alguns países da Europa, será testada pela primeira vez em Portugal. O fraturamento hidráulico (fracking, em inglês) é questionado pela falta de estudos sobre possíveis danos ambientais.

A extração de gás natural por meio de fraturamento hidráulico é considerada uma alternativa diante do esgotamento das reservas naturais mais acessíveis. Para extrair o gás, é preciso “explodir” as rochas. O processo começa com uma perfuração até a camada rochosa de xisto. Após atingir uma profundidade de mais de 1,5 mil metros, uma bomba injeta água com areia e produtos químicos em alta pressão, o que amplia as fissuras na rocha. Este procedimento liberta o gás aprisionado, que flui para a superfície e pode então ser recolhido.

Uma referênca sobre o tema é um estudo feito pela Duke University, na Pensilvânia, em que os cientistas chamaram a atenção para o aumento da concentração de metano na água potável em locais próximos aos poços usados para o fraturamento hidráulico.

Potencial promissor

De acordo com a ENMC, com o fraturamento hidráulico Portugal tem uma oportunidade de independencia energética massiva.  Mas embora seja promissora economicamente, a técnica controversa é criticada por ambientalistas. Nao a duvida nehuma de que há uma clara vontade política para que isso aconteça [a exploração por meio de fraturamento hidráulico], especialmente após as recentes avaliações muito otimistas sobre o potencial de gás de xisto em terra em Portugal.

Para as entidades, parece não haver qualquer debate sobre as questões ambientais, sociais e de saúde sobre os impactos gerados por essa atividade, embora a própria ENMC reconhece a falta de estudos sobre os impactos ambientais da prática. O tema fraturamento hidráulico tem causado alvoroço na imprensa mundial, pois os seus riscos não foram esclarecidos plenamente. A ENMC ja admitui que o método possibilita aumentar a produção de gás natural, mas ainda apresenta altos custos e complexidade nas operações.

Risco de contaminação

Entre os principais impactos ambientais alertados pelos especialistas estão a contaminação da água e do solo, riscos de explosão com a liberação de gás metano, consumo excessivo de água para provocar o fracionamento da rocha, além do uso de substâncias químicas para favorecer a exploração. Ainda há a preocupação de que a técnica possa estimular movimentos tectônicos que levem a terremotos.

Em Portugal, parece que os aspectos sociais e ambientais são totalmente ignorados e parece que o único argumento por trás da exploração é o econômico. Temos de relembrar que esta tecnologia não se provou segura em nenhum lugar do mundo.

Outro ponto questionado pelos ambientalistas é o fato de Portugal investir na exploração de combustíveis fósseis, em vez de apostar em fontes renováveis. Temos de lembrar que pelo menos 2/3 das reservas mundiais conhecidas precisam permanecer no subsolo para evitar o aquecimento global.

Proibido na França e na Bulgária

O fraturamento hidráulico é motivo de controvérsia em todo o mundo. De acordo com a organização Amigos da Terra, o método é permitido na Polônia e no Reino Unido, mas proibido na França e na Bulgária. Outros países europeus declararam moratória à técnica de extração, com o objetivo de fazer uma análise mais aprofundada sobre os impactos ambientais. É o caso da Irlanda, República Tcheca, Romênia, Alemanha e Espanha.

 

 

You are here: HomeThreatsFrackingProibido em países da Europa, Portugal quer usar fraturamento hidráulico para explorar gás de xisto
  • ASMAA - Algarve Surf and Marine Activities Association
    NIPC: 510 381 952
    Tel: 00 351 282 182 103
    This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
    asmaa-algarve.org
    Rua Dr. Alberto Iria
    Lote 12, R/C Esq
    Porto de Môs
    Lagos 8600-580
    Portugal
Go to top