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Covid: PORQUE É QUE AS ESCOLAS NÃO DEVIAM TER FECHADO?

As crianças e as escolas (a que na gíria chamamos infectários) são o primeiro tampão imunológico de uma comunidade contra as infecções.

Geralmente as crianças, exceptuando as mais vulneráveis, adoecem e suplantam a enfermidade viral com facilidade.

 

Por exemplo o sarampo, a varicela ou a rubéola nas crianças cursam de forma benigna e, apesar da exuberância dos quadros clínicos raramente desenvolvem pneumonia ou meningite. Já as mesmas infecções no adulto são preocupantes cursando com pneumonias graves, não raramente, com necessidade de internamento, muitas vezes em UCI.

 

 

O mesmo se verifica com este vírus.

 

Apenas cerca de 4% do total dos infectados são crianças, a maioria tem idade superior a 10 anos e em cerca de 98% dos casos cursa benignamente, sem pneumonia, sem diarreia e sem tempestades imunológicas.

Os vírus ao encontrarem um terreno fértil e abundante como o das escolas “demitem-se”, por assim dizer, de infectar a restante comunidade porque a imaturidade do sistema imunitário infantil, por ser quase virgem é um manancial muito aliciante para a bicharada que assim não se cansa à procura de gente para infectar já que as crianças infectadas farão o resto do trabalho.

Por isso foi um erro fechar as escolas...

Por isso não fazem sentido as medidas ora preconizadas para o início do ano escolar.

 

Perguntar-me-ão: Mas as crianças podem infectar a família e assim contribuir para a disseminação da infecção na comunidade? Certo.

De facto acontece que um familiar ou um professor ou um funcionário da escola da criança infectada também fique infectado mas na maioria dos casos tal não sucede ou sucede de forma ligeira porque o sistema imunitário dos adultos já tem memória celular e humoral (anticorpos) de contactos prévios com microrganismos idênticos - existem mais coronavirus na natureza e a circular na comunidade humana.

 

Portanto entre os adultos já existe imunidade, cruzada e de grupo, para os microrganismos da habitual carteira sazonal de infecções respiratórias.

Disto ninguém fala!

 

Contudo existem pelo menos dois RCTs (Randomized Control Trials) de qualidade e peer-reviewed (revistos por pares) um deles publicado na revista Cell outro na Science que o comprovam.  Isto significa que, apesar de “novo”, este vírus não é o primeiro coronavírus a afectar a humanidade porque em cada época gripal existem outros "coronavirusinhos" que juntamente com os ortomixovirus e os rinovirus nos importunam.

Pois bem, as nossas células de defesa são várias embora as estrelas da companhia sejam os Linfócitos - um tipo de glóbulo branco.

Na resposta imunitária às viroses em geral e na infecção a SARS-Cov2 em particular, entram em cena e com destaque dois tipos de Linfócitos:

  1. As “Natural Killer Cells” (NK) - Linfócitos Citotóxicos fundamentais no nosso sistema imunitário, que adoram selénio, zinco, vitamina C e vitamina D sendo por isso que se fortalecem na exposição solar, com uma alimentação saudável e com os suplementos em épocas de maior exigência como é a “saíson” gripal. As células NK têm a capacidade de reconhecer e matar células infectadas na ausência de anticorpos permitindo uma reação imunológica muito mais rápida. São elas a primeira linha de destruição das células infectadas pelo vírus.

  2. As outras células em destaque são os Linfócitos T de tipo CD4, Linfócitos auxiliadores, que activam outros glóbulos brancos que se multiplicam atacando os micro-organismos invasores, neste caso o SARS-Cov2. Assim, os CD4, coordenam a resposta imune pela liberação de citoquinas. Este Linfócitos são também essenciais na coordenação da produção de anticorpos, regulam a actuação das células T citotóxicas e activam os fagócitos glóbulos brancos “trituradores” de bactérias, de restos virais e de células infectadas .

 

Ora todas estas células possuem memória e quando na presença de algo parecido ao que outrora destruíram reagem como primeira linha de defesa ainda antes de haver tempo de gerar anticorpos. É a chamada imunidade inata ou celular que também para este vírus existe em pelo menos 20% da população.

Talvez por isso existam tantos assintomáticos ou com sintomas ligeiros. E talvez seja também por esta razão que estes pacientes dificilmente adquirem imunidade por anticorpos porque as células NK e CD4 ao actuar, rápida e precocemente, logo que o vírus é detectado, destroem-no e nem dão tempo a que se gerem anticorpos em quantidade suficiente para ser titulada.

Dito isto:

É claro que existem pais, avós e irmãos vulneráveis e esses podem de facto contrair uma infecção trazida da escola pela criança lá de casa.

Mas:

  1. esse risco existe com todos os vírus respiratórios e não só com o SARS CoV2
  2. a transmissão por assintomáticos não é exclusiva da Covid19 e em boa verdade ocorre em todas as viroses respiratórias sazonais.
  3. o nível de contagiosidade de um assintomático diminui drasticamente 72 a 120 horas após ter sido infectado e o mesmo se passa na epidemia actual.

Por isso a quarentena de 14 dias é absurda e por isso nalguns países foi recentemente legislado limita-la a 5, 7 ou 10 dias porque ao fim deste tempo se o indivíduo não desenvolveu sintomas significa que a imunidade celular de primeira linha foi eficaz e por conseguinte o vírus perdeu a virulência necessária para causar doença, e assim, uma vez sem força para causar doença também não tem vigor para infectar, terminando então o seu ciclo de vida.

 

Até a nossa Directora Geral de Saúde afirmou estar a ponderar a hipótese de reduzir a quarentena em entrevista recente ao Diário de Notícias.

Concluindo:

Em relação à Covid 19 e em relação às crianças quem tem que tomar precauções são os adultos de risco que com elas contactam ou convivem.

Se o neto está constipado não vai para casa da avó

Se acaso é a avó que toma conta do neto após a escola e se o neto estiver com febre e ranho compete à avó praticar os dois actos verdadeiramente eficazes no controlo do contágio:

  1. a higiene das mãos com água e sabão
  2. o distanciamento social privando-se dos beijinhos dos netos mas se não o quiser fazer tem ainda duas hipóteses:
    2.1. ou a avó usa máscara
    2.2. ou a avó decide correr o risco.
  3. 3 se houver um irmão vulnerável é só seguir as precauções tomadas em cada inverno e sempre que alguém está doente lá em casa.

 

Em suma, não é a criança que tem que andar de máscara da mesma forma que não se obriga a criança a comer insosso porque a avó é hipertensa. O mesmo se passa nas escolas: são os professores e os funcionários que apresentarem sintomas ou que são vulneráveis quem deve usar máscara.

 

Às crianças deixem-nas crescer e socializar em paz, sem mordaças, sem desconfiança, sem medo, com confiança e com alegria.

 

Margarida Gomes de Oliveira
O. M. 34309

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FONTES:
https://www.ecdc.europa.eu/sites/default/files/documents/COVID-19-schools-transmission-August%202020.pdf
https://swprs.org/facts-about-covid-19/
https://pediatrics.aappublications.org/content/146/2/e2020004879
https://science.sciencemag.org/content/early/2020/08/04/science.abd3871.full

 

 

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