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Alto Minho: Lítio promete dominar palcos políticos

O tema da prospeção de lítio esteve numa posição central no palco político de Monção, Melgaço e Arcos de Valdevez, durante as reuniões do Executivo Municipal e sessões de Assembleia Municipal.

A Direção-Geral de Energia e Geologia i(DGEG) dentificou 11 zonas no território com ocorrência de mineralizações de lítio.

Segundo explica o Jornal de Negócios, estão concentradas no centro e norte do país.

No total, esta zonas somam 2.500 metros quadrados e geraram 31 pedidos para prospeção e pesquisa. A serem atribuídos, representam um investimento superior a 3,5 milhões de euros.

 

 

O tema já vinha sendo abordado, sobretudo nas redes sociais. Recentemente, a deputada pelo PSD eleita por Viana do Castelo, Liliana Silva, colocou o assunto na agenda nacional. A preocupação da parlamentar foi desde logo acompanhada pelo deputado socialista alto-minhoto José Manuel Carpinteira.

Como que um rastilho aceso, o assunto incendiou os três municípios envolvidos – Monção, Melgaço e Arcos de Valdevez. Uma das zonas identificadas é a chamada área de Fojo, com mais de 74 Km2, referenciada pelo Governo para a prospeção de lítio.

Em Melgaço, o presidente da Câmara, Manoel Batista (PS), foi pragmático. “Não permitirei que um bem único como a paisagem do território seja colocado em causa”, certificou. Em Monção, António Barbosa (PSD) com a mesma solidez. “A preservação ambiental do nosso território é um bem inestimável que tudo faremos para proteger”, garantiu o autarca social-democrata. É esperada agora uma posição conjunta dos três municípios.

 

O tema continua a causar receios na população, sobretudo naquela que se encontra dentro da área referenciada.

Um medo alimentado pelas notícias que chegam de outras localidades.

Entretanto, o Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens (FAPAS) manifestou este domingo “repúdio e oposição” à eventual prospeção e exploração de lítio nas serras de Peneda e do Soajo, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

Mais uma voz a juntar-se às muitas que proliferam nas redes sociais. Há quem já mostre vontade de sair à rua. Manifestações não estão descartadas.

 

 

Foi há mais de dois séculos que um brasileiro e um sueco descobriram o lítio. Mais concretamente, João Bonifácio de Andrade e Silva (brasileiro, 1763-1838) e Johan Art Wedson (sueco, 1792-1841). Chamam-lhe o petróleo branco.

 

Diz-se que pode haver muito no Alto Minho. Diz-se que traz riqueza. Mas daí até convencer as gentes de cá ainda irá outro tanto.


Fonte (21 Abril, 2019): Radio Vale do Minho

 

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